Luiz Gonzaga – O menino cantador

LUIZ GONZAGA – ASA BRANCA – O MENINO CANTADOR – História em quadrinhos selecionada pelo Prêmio Funarte Centenário de Luiz Gonzaga 2012 conta a história da infância e juventude do Rei do Baião 

Em 2012, comemora-se o Centenário de Luiz Gonzaga, um dos maiores músicos brasileiros. O Rei do Baião, completaria 100 anos no dia 13 de dezembro e, por conta da efeméride, vêm acontecendo diversas homenagens e comemorações, entre elas, o lança- mento da história em quadrinhos Luiz Gonzaga – Asa Branca – O Menino Cantador, com roteiro de Maurício Barros de Castro e arte de Wesley Rodrigues. Maurício é jornalista e historiador, vencedor do Prêmio Abril de Jornalismo 2011, na categoria Cultura, pela reportagem “O Verde que Virou História”, sobre o sociólogo Gilberto Freyre, publicada na Revista National Geographic-Brasil. Já Wesley é quadrinista e ilustrador, diretor de animação do premiado O Ogro (2011) e de Pinga com Sakê (2009).

A HQ Luiz Gonzaga – Asa Branca – O Menino Cantador é uma iniciativa inédita, que pretende aproximar a vida e obra de Luiz Gonzaga do público jovem, apresentando um pouco da história e da cultura do Nordeste por meio da vida do músico, que, entre suas aventuras e errâncias, inclui a descoberta do xote, do baião e do forró, a saga dos retirantes nordestinos, o sonho de vencer na cidade grande como cantor e a conquista do tão almejado sucesso. A obra conta ainda com breves citações Gilberto Gil, Caetano Ve- loso, Dominguinhos, Fagner e Alceu Valença sobre a importância da música de Gonzaga em suas vidas.

Contemplada pelo Prêmio Funarte Centenário de Luiz Gonzaga 2012, a HQ integra uma série de projetos especiais desenvolvidos pelos editores Christiano Menezes e Chico de Assis, sócios do estúdio de design Retina78.

Suburbia

SUBURBIA — Pela primeira vez, uma série da Globo chega ao universo das histórias em quadrinhos. Suburbia, série de Luiz Fernando Carvalho com roteiro do escritor Paulo Lins e colaboração de Carla Madeira, chega às livrarias no formato de histórias em quadrinhos. A adaptação de Pedro Franz é um projeto especial editado por Christiano Menezes e Chico de Assis do estudio Retina78 em parceria com LFC produções e Globo Marcas.

Dando uma nova camada à série de TV, Suburbia em quadrinhos nos permite olhar a periferia do Rio de Janeiro pelo olhar de Conceição, que divide com o leitor suas lágrimas e seu encanto pela cidade e sua gente. Suburbia se passa no início dos anos 1990. É difícil não se emocionar com a história da protagonista, a menina pobre que fugiu da extrema miséria em uma carvoeira em Minas Gerais e se tornou rainha do funk em um subúrbio do Rio de Janeiro. No quadrinho a história nos é contada por ela, Conceição, que narra seu cotidiano à sua “santinha”, uma imagem de Nossa Senhora Aparecida que recebeu de sua mãe, antes de partir. Tudo parece familiar em Suburbia: as ruas, as casas, as pessoas, todos se parecem com alguém que você já conheceu, como em qualquer periferia, qualquer cidadezinha, qualquer bairro de trabalhadores. A série de Luiz Fernando Carvalho (Hoje é Dia de Maria, Afinal o que querem as mulheres?) e Paulo Lins (Cidade de Deus, Desde que o samba é samba), chega agora ilustrada pelas mãos do quadrinista Pedro Franz, que trabalhou em colaboração direta com os autores da série, além de acompanhar a produção para a TV.

Pedro Franz soube traduzir em quadrinhos a mesma emoção da série, em um tom de fábula, com um colorido fulgurante compondo cenário e personagens, em sua grande maioria negros. Franz ilustra bem o que há de poesia e de sensualidade nos subúrbios. Ele nos deixa entender que é a letra manuscrita de Ceição que escreve a história, de grafia tão delicada quanto seu modo de ver o mundo.



 

 

Haruki Murakami

1Q84 | Livro I  — “Aomame, ou “ervilha verde”, era seu verdadeiro sobrenome. O avô paterno era da província de Fukushima e, nos vilarejos e cidadezinhas daquela região montanhosa, de fato, existiam pessoas com o mesmo sobrenome. Mas ela nunca chegou a conhecer o local. Antes mesmo de ela nascer, seu pai havia cortado relações com a família. Sua mãe fizera o mesmo. Razão pela qual Aomame não conhecia seus avós. Ela raramente viajava, mas, vez por outra, quando o fazia, tinha o hábito de folhear a lista telefônica do quarto do hotel para verificar se havia algum Aomame residente na região. No entanto, em todas as metrópoles e cidades em que esteve, nunca encontrou ninguém. Nessas ocasiões, ela se sentia totalmente só; solitária como um náufrago na vastidão do oceano.”

Herança de Sangue

HERANÇA DE SANGUE — UM FAROESTE BRASILEIRO, DE IVAN SANT’ANNA — Numa esquina próxima à rua principal, e perto do burburinho do povo que se dirigia ao cinema, um preso sentava‑se sobre o largo parapeito da cela, por trás das grades, procurando um bom ângulo de visão para espiar o movimento. Havia muita gente na rua àquela hora, circulando a pé, a cavalo, em carroças e charretes ou num dos poucos automóveis.

Como se tratava do único prisioneiro da cadeia pública, apenas dois soldados guarneciam o prédio. O tenente, comandante do destacamento, o sargento e os outros seis praças espalhavam‑se pela cidade, uns poucos policiando os locais mais movimentados, a maioria bebendo cachaça nas vendas e botequins, farreando na zona ou se divertindo em algum pagode.

Depois que a sessão de cinema teve início, o grupo de homens surgido no final da tarde cercou a cadeia. Não aparentava ser uma turba desordenada. Alguns, entre eles o camarada da capa preta, davam ordens, em voz baixa mas firme. Entre as armas, que todos portavam, se podiam ver garruchas, revólveres, carabinas, barras de ferro e uma profusão de facas e punhais.

Logo um passante informou ao tenente sobre a movimentação nas vizinhanças da delegacia. O oficial mandou chamar o sargento. Determinou‑lhe que fosse para lá, com os soldados, reforçar a segurança.

Acontece que os policiais não foram bem recebidos pelos líderes do pessoal que sitiava o prédio.

— Olha, sargento — advertiu um deles, tão logo os militares chegaram —, tira os seus meninos pra lá, porque aqui vocês vão morrer todos. Hoje a gente tira o homem, hoje a gente tira ele.

Considerando a disparidade de forças, o sargento não pensou duas vezes. Deu meia‑volta com seus soldados e bateu em retirada, não se esquecendo de levar também os dois que, até então, guarneciam a cadeia. Foram pedir orientação ao tenente. Ao ouvir dos subordinados um relato sobre a situação, o superior concluiu que o destacamento nada podia fazer contra tantos, tão bem armados. Como Pilatos, lavou as mãos, deixando a cadeia pública à mercê dos assaltantes.


Cadernos de Samba

COLEÇÃO CADERNOS DE SAMBA — O grande espetáculo da Marquês de Sapucaí esconde várias estórias queajudam a entendera formação das escolas de samba e a dimensão da emoção que a festa provoca em quem a acompanha. No entanto, há ainda muito que contar. Para tanto, a Verso Brasil Editora lançou a coleção Cadernos de Samba.

Com organização do jornalista Aydano André Motta e a participação do também jornalista João Pimentel e do historiador Luiz Antonio Simas,Cadernos de Samba traz à luz diversos e desconhecidos episódios do mundo do samba por meio dos livros

Maravilhosa e soberana: histórias da Beija-Flor (Motta), Marcadas para viver: a luta de cinco escolas (Pimentel)  e Tantas páginas belas: histórias da Portela (Simas). Motta nos conta como a Beija-Flor tornou-se a maior vencedora do Carnaval moderno, um verdadeiro fenômeno; Pimentel analisa cinco pequenas escolas que já viveram dias de glória e hoje procuram se manter vivas na folia; e Simas traz estórias dos primórdios da festa, relembrando personagens como Paulo da Portela e Natal, o homem de um braço só.

Xico Sá


BIG JATO — 
“Nossas noites de menino pareciam sempre as mesmas, inclusive com a passagem do senhor da bicicleta. Nossos dias, porém, eram todos diferentes, e uma única coisa me interessava: estar na boleia do caminhão do velho, quando eu sentia que a fala dele era cagada e cuspida como o ronco do motor do Big Jato subindo uma ladeira, quando eu sentia que havia saído à semelhança:

— O papa também faz, papai?

— Sim, filho, como João Pé de Pato, como qualquer um lazarento cá do nosso mundo.

— Jesus Cristo não, né, pai?

— Creio que sim, mas há controvérsias.

— Contro…

— Melhor parar por aqui, bruguelo, não me meta em enrascada com o filho do Homem.

— Controvérsias?

— Sim, filho, vê se te azouga, deixa de ser leso.”


Bombaim: cidade máxima

SUKETU MEHTA – O livro é o resultado grandioso da imersão de Mehta no cotidiano de uma das cidades mais populosas do mundo. Ele entra em contato com os tipos humanos mais variados, embrenhando-se na imundície das favelas ao mesmo tempo que frequenta os salões da diplomacia, da política e da alta sociedade. Os conflitos religiosos que marcaram a década de 1990 na cidade fornecem a pista inicial de uma série de deambulações urbanas, guiadas pelas histórias de numerosas personagens reais. Comparado a V. S. Naipaul, o autor percorre os meandros infindáveis de Bombaim para registrar os contrastes da metrópole em sua pulsação frenética. “O melhor livro já escrito sobre esta metrópole grande e arruinada!” – Salman Rushdie

Feira da Reminiscência

FEIRA DA REMINISCÊNCIA – História, Tradição e Cultura da Feira de São Cristóvão
“A Feira vive então tanto o risco do novo, de se tornar superficial e dissociada de suas raízes, quanto o risco do velho, de se tornar obsoleta. Experimentá-la, hoje, significa tomar contato com esse conflito.” – Rodrigo Valverde

A Feira de São Cristóvão, há mais de seis décadas, integra o patrimônio imaterial do Rio de Janeiro. Primeira parada para quem vinha do Nordeste, o local acabou por se transformar em ponto de encontro para rever algum parente ou amigo distante ou simplesmente matar a saudade da terra ouvindo a música e comendo produtos típicos da região. E assim foi por anos e anos.
A partir de 2003, no entanto, com a sua institucionalização como Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas e a transferência definitiva para dentro do pavilhão, é possível observar um crescente distanciamento entre a tradição inicial e o entretenimento atual.

Sem fazer juízo de valor e tendo como ponto de partida a pesquisa realizada pelo Prof. Dr. Rodrigo Valverde, o projeto Feira da Reminiscência – História, Tradição e Cultura da Feira de São Cristóvão apresenta este contexto paradoxal em fotografias e vídeos da dupla a frente da Retina78, Christiano Menezes e Chico de Assis.

Tradições que se mantêm e tradições perdidas. A mostra traça um paralelo entre a memória do que foi e o retrato do que está sendo. Depoimentos de alguns dos principais personagens que compõem o universo da Feira de São Cristóvão revelam tanto as melhorias e mudanças, como as perdas e desaparecimentos que a transferência trouxe na rotina e no dia a dia, através de recordações e lembranças de batalhadores como Marabá, que, há mais de 30 anos, chegou no Campo de São Cristóvão para matar a fome e por lá ficou, trabalhou, morou e circula até hoje, tornando-se diretor cultural da feira em 2005.

Ou ainda Dona Maria, cozinheira que começou com uma barraca que vendia sarapatel e buchada, entre outras comidas típicas do Nordeste brasileiro, e hoje é proprietária, junto com o marido, do restaurante Maria & Getúlio; Carlinhos, antigo vendedor de discos de vinil em uma lona estendida no chão e atual proprietário da loja de mesmo nome que vende CDs e DVDs; e Arnaldo, um dos feirantes mais antigos, “que trabalha com boi” há mais de 40 anos.

Através do registro em mídias digitais, preserva-se parte da tradição oral do pedaço do Nordeste no Rio de Janeiro, além de se levar a público a sua instantaneidade imagética. Tal iniciativa só foi possível através do apoio da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro e, sobretudo, da valorosa colaboração da Associação dos Feirantes/CLGTN.

Nanda Miranda e Bruno Dorigatti

download da pesquisa

Bamboo

Vitor Gonçalves , Josué Lopez, Bruno Aguilar, Bernardo Ramos e Alex Buck têm um vasto caminho percorrido na música brasileira. Diversas vezes premiados, já atuaram junto a grandes nomes como Hermeto Pascoal, Dominguinhos, Naná Vasconcelos, Itiberê Zwarg, Djavan, Arismar do Espírito Santo e Hamilton de Holanda. O Bamboo é a consequência do cruzamento dessas histórias num encontro de extrema afinidade. No primeiro disco do grupo, Bamboo ,que será lançado lançado pelo selo Brasilianos, os compositores, instrumentistas e arranjadores apresentam um trabalho autoral repleto de referências, que vão das raízes da música brasileira ao jazz de vanguarda e a música clássica.

Rio Botequim 2011

BOEMIA CARIOCA − A nona edição do guia Rio Botequim mantém a fórmula da edição anterior: os bares estrelados do Rio de Janeiro. Os quesitos são ambiente, atendimento, higiene, comida e, obviamente, a bebida. O guia traz ícones que indicam a modalidade de cada bar: pé-sujo, pé-limpo, tradicional, adega, informal, popular, bar e armazém e mercearia, além das informações de serviço completas. Edição bilíngue.

Henry James

COLEÇÃO NOVELAS IMORTAIS − Coleção Novelas Imortais, organizada por Fernando Sabino, volta às prateleiras pelo selo Rocco Jovens Leitores.

A FERA DA SELVA − “Você me contou que sempre teve, desde os primeiros tempos, como a coisa mais profunda dentro de você, a sensação de estar sendo poupado para algo estranho, talvez prodigioso e terrível, que mais cedo ou mais tarde acabaria acontecendo.” A partir dessa revelação, um homem e uma mulher ainda jovem passaram o resto da vida aguardando com obstinada intensidade que aconteça essa coisa extraordinária, como uma fera emboscada na selva, pronta a saltar a qualquer momento. Enquanto envelhecem, vão tecendo, com sentimentos à flor da pele, um sutilíssimo embate de emoções, no jogo da relação afetiva entre dois seres a quem o amor uniu sem que eles saibam.

Companhia de Freud Editora

A Companhia de Freud Editora publicou seu primeiro título em 1994. A idéia de fundar uma casa de edição nasceu de uma necessidade de alargar os horizontes da transmissão da psicanálise uma vez que, após a morte de Jacques Lacan, vários de seus discípulos tiveram dificuldade em fazer circular suas obras, sobretudo no Brasil. Assim, da convicção inicial e da responsabilidade ética com o discurso psicanalítico, para além da restrição de nomes, surgiu o encantamento e o compromisso com a divulgação de obras de enorme valor para o campo da psicanálise. A Companhia de Freud Editora encontra-se, hoje, em condições de ampliar seus horizontes. Decidimos editar livros de outros campos de saber como filosofia, história e alguns romances, que tocam de perto a vida subjetiva. O objetivo é seguir apostando nesta árdua, porém fascinante aventura do universo editorial a partir do discurso psicanalítico para outros.

ADOLESCÊNCIA, VIOLÊNCIA E A LEI

PROBLEMAS DE FAMÍLIA


Eternamente Clássicos

O MÁGICO DE OZ − Quem nunca ouviu falar da menina Dorothy e seus inusitados companheiros de jornada – um espantalho, um homem de lata, um leão, um cãozinho –, que atire o primeiro tijolo amarelo! O mágico de Oz, de L. Frank Baum, nasceu como um best-seller, primeiro conto de fadas americano, marcando para sempre o american way de contar histórias. Não é à toa que sua adaptação para o cinema se tornou um dos filmes mais vistos de todos os tempos, cujas referências se enraizaram no imaginário ocidental. A Editora Barba Negra traz para você uma nova tradução, assinada por Santiago Nazarian e ilustrações de Alvim.

Daniel Lafayette

ULTRALAFA − O mundo paralelo do nosso dia a dia − É difícil saber em que mundo Lafayette vive. Alguns dizem que já foi visto bebendo pelos bares da Glória, outros já viram o autor dirigindo um reluzente táxi amarelo pelas ruas do Rio de Janeiro. Mas o fato é que ele está sempre em trânsito, visitando mundos conhecidos e desconhecidos, se aprofundando na nossa realidade ou desbravando mundos paralelos, sempre em busca de novas dimensões para o humor.

Afinal, o que querem as mulheres?

Este box especial com seis livros traz o roteiro, fotos exclusivas de L. Pagliaro e Gui Maia e ilustrações feitas por Olaf Hajek especialmente para a série da TV dirigida por Luiz Fernando Carvalho, escrita por João Paulo Cuenca, com a coautoria de Cecilia Giannetti e Michel Melamed. Sua realização só foi possível graças ao trabalho em conjunto de roteiristas, atores, fotógrafos, ilustrador, designers gráficos, diretores de arte, figurinistas, cenógrafos e uma extensa equipe.

Killoffer

676 APARIÇÕES DE KILLOFFER − Killoffer começa seu livro 676 aparições de Killoffer com autocomiseração, inquieto com a louça suja esquecida em casa, em Paris, antes de cruzar o Atlântico até o Quebec. Esse “junkie” sabe muito bem valorizar a própria sujeira e a si mesmo. Ao longo do livro ele se reproduz 675 vezes, e o leitor é desafiado a contar. Ele traça com maestria esta história noir em preto e branco, nesta publicação monstro, 25 x 36,5 cm, e monstruosa. O livro surgiu de um intercâmbio entre a França e o Canadá. Killoffer ganhou uma bolsa de estudos e hospedagem para viver no Quebec tendo, como contrapartida, escrever um livro sobre a província. Nem é preciso dizer que o livro foi vetado pela instituição que ofereceu  a viagem porque, entre outras descomposturas, o autor declara em seu texto que ele era ali apenas um filtro de digestão: digeria Paris e a transformava em merda francesa na América.