Bombaim: cidade máxima

SUKETU MEHTA – O livro é o resultado grandioso da imersão de Mehta no cotidiano de uma das cidades mais populosas do mundo. Ele entra em contato com os tipos humanos mais variados, embrenhando-se na imundície das favelas ao mesmo tempo que frequenta os salões da diplomacia, da política e da alta sociedade. Os conflitos religiosos que marcaram a década de 1990 na cidade fornecem a pista inicial de uma série de deambulações urbanas, guiadas pelas histórias de numerosas personagens reais. Comparado a V. S. Naipaul, o autor percorre os meandros infindáveis de Bombaim para registrar os contrastes da metrópole em sua pulsação frenética. “O melhor livro já escrito sobre esta metrópole grande e arruinada!” – Salman Rushdie

Feira da Reminiscência

FEIRA DA REMINISCÊNCIA – História, Tradição e Cultura da Feira de São Cristóvão
“A Feira vive então tanto o risco do novo, de se tornar superficial e dissociada de suas raízes, quanto o risco do velho, de se tornar obsoleta. Experimentá-la, hoje, significa tomar contato com esse conflito.” – Rodrigo Valverde

A Feira de São Cristóvão, há mais de seis décadas, integra o patrimônio imaterial do Rio de Janeiro. Primeira parada para quem vinha do Nordeste, o local acabou por se transformar em ponto de encontro para rever algum parente ou amigo distante ou simplesmente matar a saudade da terra ouvindo a música e comendo produtos típicos da região. E assim foi por anos e anos.
A partir de 2003, no entanto, com a sua institucionalização como Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas e a transferência definitiva para dentro do pavilhão, é possível observar um crescente distanciamento entre a tradição inicial e o entretenimento atual.

Sem fazer juízo de valor e tendo como ponto de partida a pesquisa realizada pelo Prof. Dr. Rodrigo Valverde, o projeto Feira da Reminiscência – História, Tradição e Cultura da Feira de São Cristóvão apresenta este contexto paradoxal em fotografias e vídeos da dupla a frente da Retina78, Christiano Menezes e Chico de Assis.

Tradições que se mantêm e tradições perdidas. A mostra traça um paralelo entre a memória do que foi e o retrato do que está sendo. Depoimentos de alguns dos principais personagens que compõem o universo da Feira de São Cristóvão revelam tanto as melhorias e mudanças, como as perdas e desaparecimentos que a transferência trouxe na rotina e no dia a dia, através de recordações e lembranças de batalhadores como Marabá, que, há mais de 30 anos, chegou no Campo de São Cristóvão para matar a fome e por lá ficou, trabalhou, morou e circula até hoje, tornando-se diretor cultural da feira em 2005.

Ou ainda Dona Maria, cozinheira que começou com uma barraca que vendia sarapatel e buchada, entre outras comidas típicas do Nordeste brasileiro, e hoje é proprietária, junto com o marido, do restaurante Maria & Getúlio; Carlinhos, antigo vendedor de discos de vinil em uma lona estendida no chão e atual proprietário da loja de mesmo nome que vende CDs e DVDs; e Arnaldo, um dos feirantes mais antigos, “que trabalha com boi” há mais de 40 anos.

Através do registro em mídias digitais, preserva-se parte da tradição oral do pedaço do Nordeste no Rio de Janeiro, além de se levar a público a sua instantaneidade imagética. Tal iniciativa só foi possível através do apoio da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro e, sobretudo, da valorosa colaboração da Associação dos Feirantes/CLGTN.

Nanda Miranda e Bruno Dorigatti

download da pesquisa

Bamboo

Vitor Gonçalves , Josué Lopez, Bruno Aguilar, Bernardo Ramos e Alex Buck têm um vasto caminho percorrido na música brasileira. Diversas vezes premiados, já atuaram junto a grandes nomes como Hermeto Pascoal, Dominguinhos, Naná Vasconcelos, Itiberê Zwarg, Djavan, Arismar do Espírito Santo e Hamilton de Holanda. O Bamboo é a consequência do cruzamento dessas histórias num encontro de extrema afinidade. No primeiro disco do grupo, Bamboo ,que será lançado lançado pelo selo Brasilianos, os compositores, instrumentistas e arranjadores apresentam um trabalho autoral repleto de referências, que vão das raízes da música brasileira ao jazz de vanguarda e a música clássica.

Rio Botequim 2011

BOEMIA CARIOCA − A nona edição do guia Rio Botequim mantém a fórmula da edição anterior: os bares estrelados do Rio de Janeiro. Os quesitos são ambiente, atendimento, higiene, comida e, obviamente, a bebida. O guia traz ícones que indicam a modalidade de cada bar: pé-sujo, pé-limpo, tradicional, adega, informal, popular, bar e armazém e mercearia, além das informações de serviço completas. Edição bilíngue.

Henry James

COLEÇÃO NOVELAS IMORTAIS − Coleção Novelas Imortais, organizada por Fernando Sabino, volta às prateleiras pelo selo Rocco Jovens Leitores.

A FERA DA SELVA − “Você me contou que sempre teve, desde os primeiros tempos, como a coisa mais profunda dentro de você, a sensação de estar sendo poupado para algo estranho, talvez prodigioso e terrível, que mais cedo ou mais tarde acabaria acontecendo.” A partir dessa revelação, um homem e uma mulher ainda jovem passaram o resto da vida aguardando com obstinada intensidade que aconteça essa coisa extraordinária, como uma fera emboscada na selva, pronta a saltar a qualquer momento. Enquanto envelhecem, vão tecendo, com sentimentos à flor da pele, um sutilíssimo embate de emoções, no jogo da relação afetiva entre dois seres a quem o amor uniu sem que eles saibam.

Companhia de Freud Editora

A Companhia de Freud Editora publicou seu primeiro título em 1994. A idéia de fundar uma casa de edição nasceu de uma necessidade de alargar os horizontes da transmissão da psicanálise uma vez que, após a morte de Jacques Lacan, vários de seus discípulos tiveram dificuldade em fazer circular suas obras, sobretudo no Brasil. Assim, da convicção inicial e da responsabilidade ética com o discurso psicanalítico, para além da restrição de nomes, surgiu o encantamento e o compromisso com a divulgação de obras de enorme valor para o campo da psicanálise. A Companhia de Freud Editora encontra-se, hoje, em condições de ampliar seus horizontes. Decidimos editar livros de outros campos de saber como filosofia, história e alguns romances, que tocam de perto a vida subjetiva. O objetivo é seguir apostando nesta árdua, porém fascinante aventura do universo editorial a partir do discurso psicanalítico para outros.

ADOLESCÊNCIA, VIOLÊNCIA E A LEI

PROBLEMAS DE FAMÍLIA


Eternamente Clássicos

O MÁGICO DE OZ − Quem nunca ouviu falar da menina Dorothy e seus inusitados companheiros de jornada – um espantalho, um homem de lata, um leão, um cãozinho –, que atire o primeiro tijolo amarelo! O mágico de Oz, de L. Frank Baum, nasceu como um best-seller, primeiro conto de fadas americano, marcando para sempre o american way de contar histórias. Não é à toa que sua adaptação para o cinema se tornou um dos filmes mais vistos de todos os tempos, cujas referências se enraizaram no imaginário ocidental. A Editora Barba Negra traz para você uma nova tradução, assinada por Santiago Nazarian e ilustrações de Alvim.

Daniel Lafayette

ULTRALAFA − O mundo paralelo do nosso dia a dia − É difícil saber em que mundo Lafayette vive. Alguns dizem que já foi visto bebendo pelos bares da Glória, outros já viram o autor dirigindo um reluzente táxi amarelo pelas ruas do Rio de Janeiro. Mas o fato é que ele está sempre em trânsito, visitando mundos conhecidos e desconhecidos, se aprofundando na nossa realidade ou desbravando mundos paralelos, sempre em busca de novas dimensões para o humor.

Afinal, o que querem as mulheres?

Este box especial com seis livros traz o roteiro, fotos exclusivas de L. Pagliaro e Gui Maia e ilustrações feitas por Olaf Hajek especialmente para a série da TV dirigida por Luiz Fernando Carvalho, escrita por João Paulo Cuenca, com a coautoria de Cecilia Giannetti e Michel Melamed. Sua realização só foi possível graças ao trabalho em conjunto de roteiristas, atores, fotógrafos, ilustrador, designers gráficos, diretores de arte, figurinistas, cenógrafos e uma extensa equipe.

Killoffer

676 APARIÇÕES DE KILLOFFER − Killoffer começa seu livro 676 aparições de Killoffer com autocomiseração, inquieto com a louça suja esquecida em casa, em Paris, antes de cruzar o Atlântico até o Quebec. Esse “junkie” sabe muito bem valorizar a própria sujeira e a si mesmo. Ao longo do livro ele se reproduz 675 vezes, e o leitor é desafiado a contar. Ele traça com maestria esta história noir em preto e branco, nesta publicação monstro, 25 x 36,5 cm, e monstruosa. O livro surgiu de um intercâmbio entre a França e o Canadá. Killoffer ganhou uma bolsa de estudos e hospedagem para viver no Quebec tendo, como contrapartida, escrever um livro sobre a província. Nem é preciso dizer que o livro foi vetado pela instituição que ofereceu  a viagem porque, entre outras descomposturas, o autor declara em seu texto que ele era ali apenas um filtro de digestão: digeria Paris e a transformava em merda francesa na América.

David Small

CICATRIZES − Small conta a sua história de passagem da infância para a adolescência com imagens fascinantes, caleidoscópicas, que transformam pesadelos em contos de fadas. Faz sua jornada da infância doente à situação de paciente com câncer, até a adolescência perturbada e a arriscada decisão de sair de casa aos 16 anos – com nada além do que o sonho de se tornar um artista – ressoar como sua declaração de sobrevivência.

Jamie Russel

ZUMBIS − O LIVRO DOS MORTOS − Um banquete para o seu cérebro. Ou seria o contrário? Eles comem carne humana. Transformam você com uma simples mordida. E a única maneira de matá-los é perfurando suas cabeças. Mas se isso é tudo o que você sabe sobre os mortos-vivos, é melhor ler Zumbis: O Livro dos Mortos, de Jamie Russell. Através da mais completa análise de filmes do gênero, você vai entender melhor por que essas repugnantes criaturas fazem tanto sucesso nos cinemas desde 1932. De Ed Wood a George A. Romero, do sangue de catchup às verdadeiras obras primas, os zumbis têm servido de metáforas para temas como escravidão, racismo, guerra fria, paranoia nuclear, desemprego, aids, consumismo, intolerância. E nem por isso deixaram de ser divertidos. E muito, muito sinistros.

Carlos M. Teixeira

[ENTRE] − O livro reúne sete projetos do arquiteto Carlos M. Teixeira, responsável pela concepção do terreiro “O Outro, O Mesmo”, um dos seis espaços de convívio da 29° Bienal Internacional de São Paulo. A obra é composta também por outros projetos como o Amnésias Topográficas, que mostra a investigação do escritório Vazio S/A, fundado por Texeira, juntamente com o grupo de Teatro Armatrux.

Humberto M. Franceschi

Samba de sambar no Estácio − 1928 a 1931 − O livro é resultado de 20 anos de pesquisa de Humberto M. Franceschi sobre um período essencial da história da música popular brasileira, mas pouco estudado até agora. Franceschi descreve o momento em que o samba se transformou nas mãos de Ismael Silva, Brancura, Bide, Nilton Bastos, Getúlio Marinho, Heitor dos Prazeres, entre muito outros que compuseram sambas com identidade própria, diferentes dos sambas-maxixes populares na época.

(Proposta de capa.)

João Bastos

ACADÊMICOS, UNIDOS & TANTAS MAIS − A obra faz uma análise da trajetória das agremiações cariocas desde de seu surgimento, na década de 1920, até hoje, descrevendo também manifestações anteriores da folia no Rio de Janeiro. Aborda, também, aspectos específicos dos desfiles, como enredo e samba-enredo, explicando os critérios de julgamento. Ao fim, há um capítulo com dados como as lista de campeãs de todos os grupos e os vencedores do Estandarte de Ouro, além de um anexo com cerca de 40 fotos de carnavais que permanecem na memória popular.

Rubem Fonseca

A GRANDE ARTE − “Há pessoas que seguram a faca e golpeiam como se tivessem na mão um martelo. Nunca faça isso. Também não a use como se fosse um furador-de-gelo, a não ser que o alvo seja o coração de um sujeito deitado. A faca deve ser empunhada com o polegar achatado, apoiado na parte superior do cabo, na altura da dobra da falange com a falangeta do dedo indicador. Veja esses movimentos.”