Daniel Galera

ATÉ O DIA EM QUE O CÃO MORREU – “(…) agora que ela tinha me procurado como refúgio depois de tudo que acontecera naquele dia, eu sentia que uma barreira qualquer tinha sido quebrada. Ela doente, chorando no meu ombro, eu dando comprimidos em sua boca, preocupado com seu estado. Tive vontade de estar com ela quando foi atropelada, pra poder cagar a pau o filhadaputa do motoboy. (…) Eu não tinha certeza se essa idéia me agradava. Mas desisti de pensar nessas coisas, apaguei as luzes do apartamento e me deitei do lado dela. No momento eu tinha alguém pra proteger, e isso era novo.”

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