Will Self

Em seu quinto romance, Will Self escreve de forma totalmente inovadora ao imaginar o que aconteceria daqui a 500 anos, num futuro pós-apocalíptico. Ao contar duas histórias em paralelo, intercalando o presente ao futuro distante, o autor revela em O livro de Dave a saga de um taxista alucinado pelas ruas de Londres e as aventuras de um menino em busca de seu verdadeiro pai.

Roupa Nova em Londres

Vai amanhecer/ A luz/ Já vem/ E a sombra da tristeza se desfaz/ Shine your light and then/ I will believe that love could find us one last time// Vou tentando te esquecer/ Em cada lugar/ E as horas passam devagar/ Insistindo em perguntar/ De nós/ Por quê?/ Vida inteira pra lembrar/ Você…// Shine your light again/ Shine down, oh, please/ I am in darkness til you look at me

Bastidores do Municipal

“[...] um teatro é mais do que uma construção. É uma prática, um exercício permanente de recriação de artes que existem apenas no tempo presente. Nenhum registro pode substituir o humano, que torna o balé, a música e o teatro tão especiais e incapazes de serem reproduzidos na plenitude de sua criação, quando cada espectador mergulha em uma experiência sensorial pessoal e intransferível.”

Ilha Grande

“Além dos índios e portugueses, outros povos ali se estabeleceram e mantiveram suas tradições. Em busca de oportunidade de trabalho na salga de sardinha, nipo-descendentes migraram para a região, vindos de São Paulo e Santos. Com a decadência da atividade pesqueira, eles passaram a se dedicar ao turismo, como exímios anfitriões. Seus costumes orientais, com a convivência, foram gradativamente incorporados aos hábitos da população ilhéu. Dessa forma, a Ilha Grande se transformou em um curioso complexo, onde visitar praias distintas também significa conhecer diferentes culturas.”

Rio Botequim

OS MELHORES PETISCOS E COMIDAS DE BAR – “Embora servindo comida geralmente sem muita sofisticação, os botecos podem apresentar uma culinária de qualidade, muitas vezes com aquele gostinho de comida caseira. Nesses locais, não brilham os chefs de cuisine: os responsáveis são simples cozinheiros, geralmente anônimos.”

Bruce Henri

Além de ser um dos músicos mais requisitados do Rio de Janeiro, Bruce Henri é um dos poucos contrabaixistas dedicados ao repertório erudito brasileiro. Já se apresentou ao lado de artistas como Tom Jobim, Herbie Hancock, Harvie Mason, Gal Costa, Caetano Veloso, Fagner, Naná Vasconcelos, o grupo Uakti, entre outros.
Villa’s Voz é um projeto multimídia com música, dança e projeções em telão, re-visitando a obra do maestro Heitor Villa-Lobos de uma perspectiva contemporânea, através da criação de arranjos próprios e transcrições inéditas para quarteto de piano, contrabaixo, bateria, e violino.”

Paulo Coelho

O VENCEDOR ESTÁ SÓ – “A Superclasse está agora fazendo amor com a moça que conseguiu penetrar na festa e aceita tudo. Tirando a maquiagem, olhando as rugas, pensando que já é hora de uma nova cirurgia plástica. Procurando nas notícias online o que saiu sobre o recente anuncio que fez durante o dia. Tomando a inevitável pílula para dormir, e o chá que promete emagrecimento sem muito esforço. Preenchendo o menu com os itens desejados para o café-da-manhã no quarto, e o colocando na maçaneta da porta, junto com o papel de ‘Não perturbar’. A Superclasse está fechando os olhos e pensando: ‘Espero que o sono venha logo, amanhã tenho um encontro marcado antes das dez horas.’”

Rio Bossa Nova

“O irônico é que Tom Jobim, famoso por seu medo de avião [...], acabasse por batizar um aeroporto. Mas quem o mandou escrever ‘Samba do avião’, com os versos ‘Rio de sol, Céu de mar/ Dentro de mais um minuto/ Estaremos no Galeão’? Muitos vôos nacionais e todos os internacionais chegam ao Rio pelo Galeão, mas você só verá ‘o mar, as praias sem fim’, o Cristo Redentor (‘braços abertos sobre a Guanabara’) e a Copacabana citados na letra se o avião fizer a rota que vem pela Zona Oeste, contorna a orla e sobrevoa a Zona Sul.”

Tom Jobim

“De repente do riso fez-se o pranto/ Silencioso e branco como a bruma/ E das bocas unidas fez-se a espuma/ E das mãos espalmadas fez-se o espanto/ De repente da calma fez-se o vento/ Que dos olhos desfez a última chama/ E da paixão fez-se o pressentimento/ E do momento imóvel fez o drama/ De repente, não mais que de repente/ Fez-se de triste o que se fez amante/ E de sozinho o que se fez contente/ Fez-se do amigo próximo o distante/ Fez-se da vida uma aventura errante/ De repente, não mais que de repente”

O Rappa

“As ondas de vaidade/ Inundaram os vilarejos/ E minha casa se foi/ Como fome em banquete/ Então sentei sobre as ruínas/ E as dores como o ferro a brasa e a pele/ Ardiam como o fogo dos novos tempos// E regaram as flores do deserto/ E regaram as flores com chuva de insetos// Mas se você ver/ Em seu filho/ Uma face sua/ E retinas de sorte/ E um punhal reinar/ Como o brilho do sol/ O que farias tu?/ Se espatifaria/ Ou viveria/ O espírito santo// Aos jornais/ Eu deixo meu sangue/ Como capital,/ E às famílias/ Um sinal, um sinal, um sinal…/ À corte eu deixo um sinal…”

John Casablancas

VIDA MODELO – “‘Se eu tiver as duas, terei o monopólio das supermodelos negras e poderei pedir o que quiser, controlar as tarifas e o mercado, colocando uma quando a outra estiver ocupada.’ Iman e Beverly foram inteligentes e, por uma vez, o raciocínio foi maior que o ego. Em breve Claudia Schiffer, Cindy Crawford, Naomi Campbell, Linda Evangelista, Kim Alexis, Andie McDowell, Carol Alt, Phoebe Cates, Brigitte Nielsen, Kelly Emberg, Stephanie Seymour, Nastassja Kinski, Isabella Rosselini e Paulina Porizkova viriam se juntar a elas na Elite.”

Capitu

“O ciúme forma com a inveja um par de emoções. São primos-irmãos, que caminham juntos no funcionamento e no desenvolvimento da personalidade. O ciúme normal é o guardião do amor, que nos avisa quando esse tesouro está sendo cobiçado. A inveja é o desejo de possuir o que é do outro. Se um objeto é de alguém e você o quer, precisa assumir a posição de ter um desejo transgressor. E, conseqüentemente, acaba por ficar numa posição conflitiva, desafiadora, de coragem, destemor, de ousar conquistar aquilo que é do outro.”

AI(s) Nunca Mais

“Anos depois dos militantes políticos, as imagens agora saem da clandestinidade. Talvez a mais impactante delas seja a foto de Evandro Teixeira, editor de fotografia do Jornal do Brasil, que mostra o forte aparato militar montado em frente ao Palácio Laranjeiras, no Rio de Janeiro, onde foi assinado o ato institucional, cujo texto diz que foi ‘imperiosa a adoção de medidas’ para preservar ‘a ordem, a segurança e a tranqüilidade comprometidas por processos subversivos e de guerra revolucionária’.”
(Monique Cardoso, Jornal do Brasil)

Clara Nunes

“Se vocês querem saber quem eu sou/ Eu sou a tal mineira/ Filha de Angola, de Ketu e Nagô/ Não sou de brincadeira/ Canto pelos sete cantos/ Não temo quebrantos/ Porque eu sou guerreira/ Dentro do samba eu nasci,/ Me criei, me converti/ E ninguém vai tombar a minha bandeira”

Meu nome não é Johnny

“O Brasil finalmente é tetracampeão mundial de futebol. Vinte anos depois da primeira TV em cores de João Estrella. Dez anos depois da sua morte. Num casarão no bairro de Santa Teresa, João Guilherme é mais uma vez o organizador da bagunça. Só que desta vez, em lugar dos fogos e bandeirolas, ele distribui cocaína pura em bandeja aos presentes. O menino criado para vencer chegara ao topo. Mas agora o alvo dos melhores sonhos do pai é o alvo dos melhores homens da Polícia Federal.” (Guilherme Fiuza)

Joca Terron

SONHO INTERROMPIDO POR GUILHOTINA – “Submeter a vida aos distúrbios do sono de um deus que todavia não criou o mundo e está apenas sonhando-o, afogado na letargia da má digestão noturna. Um despertar repentino e todas as nuances do mundo sonhado se esvaem em confusões e duplos sentidos. Como dar continuidade à existência, se somos habitantes de um sonho interrompido por guilhotina?”