ELA E OUTRAS MULHERES − “Acordar todo dia, todo dia, todo dia juntos na mesma cama é mortal. Ela respondeu que Nietzche disse que a mesma palavra amor significa duas coisas diferentes para o homem e para a mulher. Para a mulher, amor exprime renúncia, dádiva. Já o homem quer possuir a mulher, tomá-la, a fim de se enriquecer e reforçar seu poder de existir. Respondi que Nietzsche era um maluco. Mas aquela conversa foi o início do fim. Na cama não se fala de filosofia.”
Rubem Fonseca Nov 18. 2011
André Diniz Nov 18. 2011
NOEL ROSA − O poeta do samba e da cidade − No começo dos anos 1930, Noel Rosa percorria a cidade do Rio a bordo do seu Chevrolet dois cilindros, cor de azeitona, apelidado Pavão. Mas com sua música foi além, fazendo com que o samba atravessasse e costurasse a geografia carioca. Falar de Noel Rosa é falar de uma originalíssima poesia urbana, da música que nasce do cotidiano das ruas, das coisas simples, do morro e do asfalto − dos encontros de todas as esquinas, de todos os tipos, dos conhecidos e anônimos mestres da cultura popular. É falar de um Rio de Janeiro múltiplo, que revive o passado e se reflete no presente com a mesma doçura e ilusão. Por isso, Noel é ainda hoje, cem anos depois de seu nascimento no bairro de Vila Isabel, o grande poeta de uma “cidade que ninguém resiste, na beleza triste de um samba-canção”.
Gustavo Malheiros Nov 18. 2011
BACKSTAGE − Em mais de 100 fotos inéditas, o livro do fotógrafo Gustavo Malheiros apresenta o início de carreiras de top models e modelos que hoje dominam as passarelas e os editoriais de moda. Gisele Bündchen, Alessandra Ambrósio, Isabeli Fontana, Carol Trentini, Fernanda Lima e Naomi Campbell formam o elenco dessa obra da editora Arte Ensaio, com apenas imagens em preto-e-branco. A espera, a ansiedade, a distração, a correria. A rotina das modelos nos bastidores dos desfiles antes da entrada nas passarelas está no novo trabalho do fotógrafo carioca.
Mobiliário urbano Nov 17. 2011
ELVIRA ROSSI − Um livro de arte com imagens detalhadas de elementos de mobília urbana da cidade do Rio de Janeiro. Mobiliário urbano é o conjunto de equipamentos localizados em áreas públicas de uma cidade, destinados à prestação de serviços, à comodidade e ao conforto exterior dos habitantes. Tais como: cabines de segurança, placas direcionais, abrigos de ônibus e táxis, postes informativos, lixeiras, relógios, postes de iluminação, apoio para bicicletas, quiosques, abrigos para telefones, sanitários e relógios eletrônicos.
It Girls Nov 17. 2011
ALESSANDRA GARATTONI − Dicas de moda, estilo, beleza, comportamento, etiqueta, mercado de trabalho, viagens e a história de mulheres eternamente inspiradoras, como Audrey Hepburn e Coco Chanel: todos os temas abordados durante os quase três anos de existência do ItGirls.com.br estão compilados em ItGirls.
O livro dos mortos do Rock n’ Roll Nov 16. 2011
DAVID COMFORT − “Muito já se escreveu sobre os lendários pioneiros do rock, mas nunca um livro que compilasse suas biografias, tecendo um cenário único e dramático a partir de diversos pontos de vista de pessoas próximas – bem como das palavras e músicas dos próprios artistas. Não vivemos mais em uma era de reis e rainhas. A nova aristocracia são as celebridades. Os reis e rainhas de nossa nobreza pública são os superstars. A vida dos astros muitas vezes é distorcida para evitar qualquer impacto sobre a arrecadação de royalties e sobre os sobreviventes que contam com esse dinheiro. Ou, a despeito das garantias da Primeira Emenda, pessoas se calam por medo de processos que visam negar ao público seu direito de saber a verdade.”
Paulo Roberto Pires Nov 16. 2011
SE UM DE NÓS DOIS MORRER − “De Montano, tenho a indigestão do que li; de Bartleby, o padroeiro do ‘não’, a angústia pelo que não escrevi. Mas jamais, nem num caso nem noutro, a aura do gênio, a ‘obra’ relevante. Esta mistura bem poderia chamar-se ‘síndrome de Vila-Matas’ se eu fosse um médico dedicado a estudar e catalogar distúrbios lítero-psiquiátricos.”
Vladimir Nabokov Nov 16. 2011
LOLITA − “Lolita, luz de minha vida, labareda em minha carne. Minha alma, minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo. Li. Ta. Pela manhã ela era Lô, não mais que Lô, com seu metro e quarenta e sete de altura e calçando uma única meia soquete. Era Lola ao vestir os jeans desbotados. Era Dolly na escola. Era Dolores sobre a linha pontilhada. Mas em meus braços sempre foi Lolita.”
Vladimir Nabokov Nov 16. 2011
A VERDADEIRA VIDA DE SEBASTIAN KNIGHT − “‘… O que leva você a me perguntar isso?’, acrescentou. O capitão respondeu evasivamente que sua esposa tinha estado numa festa ou algo assim onde alguém dissera alguma coisa… ‘Algumas coisas vão ter de parar, eu acredito’, disse meu pai. Na manhã seguinte, foi ver Palchin, que o recebeu com uma demonstração de alegria maior que o necessário. Ele havia passado muitos anos no estrangeiro, disse, e estava contente de rever velhos amigos. ‘Está se espalhando uma certa mentira suja’, disse meu pai, sem se sentar, ‘e acho que o senhor sabe do que se trata’. ‘Olhe aqui, meu bom amigo’, disse Palchin, ‘não adianta eu fingir que não entendo aonde está querendo chegar. Sinto muito que as pessoas estejam falando, mas realmente não há razão para perder a paciência… Não é culpa de ninguém que você e eu tenhamos estado no mesmo barco um dia’. ’Nesse caso, meu senhor’, disse meu pai, ‘minhas testemunhas procurarão o senhor’.”
Yoko Ogawa Nov 16. 2011
HOTEL ÍRIS − “Eu não ia demorar a fechar o caixa e em seguida apagar a luz do saguão antes de sair. Foi nessa hora que um ruído assustador estalou de repente, como se alguma coisa pesada acabasse de despencar no chão − um ruído logo seguido de um grito de mulher. Foi um grito longo, interminável. Tão longo que dava para pensar que na verdade ela estivesse rindo. − Maldito pervertido! A mulher despencou desastradamente no saguão, vinda do quarto 202. − Canalha infeliz!”
Tara Duncan Nov 16. 2011
SOPHIE AUDOUIN-MAMIKONIAN − “Tara sufocava. O corpo que pesava sobre o seu a impedia de respirar. Algins segundos mais e ela desmaiaria. − Grr’ul! − ela cochichou, tentando gritar −, você está me sufocando! − Proteger a herdeira! − grunhiu uma voz acima dela, sem que o peso ficasse mais leve. − Vou virar suco! − Tara guinchou. − É um cadáver que você vai acabar defendendo! A guarda-costas ergueu sua considerável massa verde e plantou seus olhos amarelos nos olhos azul-marinho de Tara. − Não mexer − ela ordenou severamente, acocorando-se ao lado da jovem fadaceira.”
Bráulio Mantovani Nov 16. 2011
PERÁCIO − Relato psicótico − “A história deste livro teria começado há mais de 20 anos (sim, disse ‘teria’ porque já não tenho certeza de quase nada…). À época, Bráulio Mantovani era apenas um esboço deste que é considerado por muitos o maior roteirista do cinema brasileiro na atualidade. Muito antes de Cidade de Deus e Tropa de Elite, Bráulio era apenas uma jovem promessa, que eventualmente recebia propostas de trabalho. E foi justamente uma dessas propostas de filme que o teria levado a conhecer um manicômio, onde supostamente estariam internados ex-agentes da ditadura militar. Munido de um pequeno gravador, eis que Bráulio daria início, arrisco-me a dizer, à sua mais alucinante viagem.” [Pascoal Soto, editor da obra]
Truman Capote Nov 16. 2011
ENSAIOS − “As ruas de Nova Orleans têm perspectivas longas, solitárias; nas horas desertas, sua atmosfera é como a de Chirico e coisas inocentes, comuns (um rosto por trás de uma veneziana fechada, freiras caminhando ao longe, um braço gordo e negro balançando do lado de fora de uma janela, um menino negro e solitário acocorado em um beco, soprando bolinhas de sabão e observando triste enquanto elas sobem para a explosão final), adquirem qualidades de violência. Naquela manhã, eu parei de repente no meio de um quarteirão, porque havia notado pelo canto do olho uma passagem em túnel, um pátio cuja vegetação crescera demais. Um cão branco de aparência ensandecida estava parado na entrada do túnel de samambaias e eu me aproximei impelido por uma espécie de compulsão.”
Os diários secretos de Agatha Christie Nov 16. 2011
JOHN CURRAN − Em 2004, um incrível legado foi revelado: descobertos entre outros objetos deixados na casa da família de Christie estavam seus diários – 73 cadernos escritos à mão com notas, listas e desenhos que apresentavam seus planos para diversos livros, peças e contos. Entre essas relíquias, observações, pistas e notas sobre seus famosos livros, que fascinam gerações de leitores.





















