Eduardo Bueno

BRASIL: UMA HISTÓRIA − Um rico panorama de toda a História do Brasil, do descobrimento em 1500 ao governo Lula em 2010. O relançamento desta obra – revista e ampliada – marca, também, o retorno de um best-seller às livrarias. Como o próprio Eduardo gosta de explicar, seu principal objetivo é tirar a História da sala de aula – essa história que, muitas vezes, é tão massante e chata. E apresentá-la como algo vivo e dinâmico, uma aventura da qual participamos.

Ana Paula Maia

CARVÃO ANIMAL − “No fim tudo o que resta são os dentes. Eles permitem identificar quem você é. O melhor conselho é que o indivíduo preserve os dentes mais que a própria dignidade, pois a dignidade não dirá quem você é, ou melhor, era. Sua profissão, dinheiro, documentos, memória, amores não servirão para nada. Quando o corpo carboniza, os dentes preservam o indivíduo, sua verdadeira história. Aqueles que não possuem dentes se tornam menos que miseráveis. Tornam-se apenas cinzas e pedaços de carvão. Nada mais.”

Jon Krakauer

ONDE OS HOMENS CONQUISTAM A GLÓRIA A odisseia de um soldado americano no Iraque e no Afeganistão “As traçantes são balas especiais fabricadas com carga pirotécnica que se acende quando cada projétil sai do cano de uma arma, fazendo com que a trajetória da bala pareça um raio vermelho brilhante, o que permite ao atirador ajustar mais facilmente sa rajada contra o alvo visado. Cada quinta bala carregada nas metralhadoras das forças americanas no Afeganistão era uma projétil traçante. O Talibã não usava munições traçantes naquela área. Baer entendeu instantaneamente que os raios vermelhos brilhando pelas sombras do cânion eram balas de soldados americanos defendendo-se de uma emboscada inimiga. ‘Eu sabia que era nosso pessoal sendo atingido’, ele diz. ‘Era a outra metade do pelotão.’”

Dave Eggers

ZEITOUN − “Kathy e Zeitoun estavam casados havia onze anos. Zeitoun chegara a Nova Orleans em 1994, depois de passar por Houston, Baton Rouge, e mais meia dúzia de cidades norte‐americanas que havia explorado quando jovem. Kathy crescera em Baton Rouge e estava acostumada à rotina dos furacões: a litania de preparativos, a espera e a cautela, os apagões, as velas, lanternas e baldes para recolher a água da chuva. A cada mês de agosto parecia haver meia dúzia de tempestades com nome e tudo, e elas raramente faziam jus ao transtorno. A desse ano, chamada Katrina, não seria diferente.Kathy e Zeitoun estavam casados havia onze anos. Zeitoun chegara a Nova Orleans em 1994, depois de passar por Houston, Baton Rouge, e mais meia dúzia de cidades norte‐americanas que havia explorado quando jovem. Kathy crescera em Baton Rouge e estava acostumada à rotina dos furacões: a litania de preparativos, a espera e a cautela, os apagões, as velas, lanternas e baldes para recolher a água da chuva. A cada mês de agosto parecia haver meia dúzia de tempestades com nome e tudo, e elas raramente faziam jus ao transtorno. A desse ano, chamada Katrina, não seria diferente.”

Reinaldo Moraes

TANTO FAZ & ABACAXI − “Vodka no congelador, fumo na latinha de cigarrilhas, fotos da Marilyn espalhadas por toda parte. Apartamento térreo da rue Budé, com a janela da sala dando pra calçada. Chez Sylvana, flor judia e branca da Guanabara, carinha de donzela inglesa daquelas ilustrações do século XIII. Falando de homem: − Eu é que não aturava um bofe dentro da minha casa, regulando a minha vida. Horário pra chegar em casa, contar com que mandou, onde foi. Monopólio sexual. Cuecas pelo chão. ah, não. Não, não e não!”

Rubens Figueiredo

PASSAGEIRO DO FIM DO DIA − “Sabia que, para muitos passageiros, aquele seria o segundo ônibus em sua viagem diária de volta para casa. Sabia que a mulher com aparência de uns sessenta anos, mas que devia ter só uns quarenta e três, com cinturões de gordura nas costas que marcavam profundas pregas na blusa, não tinha os dentes incisivos na arcada inferior. E sabia que ela trazia dentro da sacola, sempre abarrotada, uma Bíblia encapada em plástico transparente, que ia abrir e ler no seu banco do ônibus, durante a viagem de mais ou menos uma hora e meia.”

Vencedor dos Prêmios São Paulo de Literatura e Portugal Telecom em 2011.

Leia um trecho da obra.

Christopher Potter

VOCÊ ESTÁ AQUI − Uma história portátil do Universo − “Não gostamos de pensar sobre o Universo porque temos medo da imensidão de tudo o que existe. O Universo nos reduz a um ponto, tornando difícil fugIr da ideia de que tamanho faz diferença. Afinal de contas, quem pode renegar o Universo se ele existe em tão grande extensão? ‘As aspirações espirituais se sentem ameaçadas de ser engolidas por esse volume insensato numa espécie de pesadelo de falta de sentido’, escreveu o acadêmico anglo-germânico Edward Conze (1904−79). ‘A enorme quantidade de matéria que percebemos à nossa volta, comparada com o pequeno e tremulante lampejo de revelação espiritual que percebemos em nós, parece falar fortemente em favor de uma visão materialista da vida.’ A gente sabe que vai perder caso resolva contestar o Universo.”

Marçal Aquino

O INVASOR − “O negócio é o seguinte: estamos com um problema na nossa empresa e achamos que você pode nos ajudar. Que tipo de problema? Temos um outro sócio, o Estevão, que está com a gente na construtora desde o começo, há mais de vinte anos. Tudo sempre correu muito bem. Só que agora ele… Como é que eu vou dizer? Ele… Ele está fodendo a gente, Alaor falou, como se quisesse mostrar que era mais objetivo do que eu. Ele tá roubando vocês?, Anísio me olhou nos olhos. Não, não é isso, eu disse, e Alaor me interrompeu outra vez. O que acontece é que estamos tendo algumas divergências com ele, entende? E por que vocês não afastam ele?, Anísio perguntou. Aí é que está o problema, Alaor disse e virou seu drinque. Esperei que ele continuasse falando, porém Alaor apenas limpou os lábios com o dorso da mão e me olhou. Estevão é o sócio majoritário, o que tem dinheiro, expliquei. Anísio sorriu. É ele que manda em vocês, é isso? Também não é assim, Alaor reagiu, tocando o braço de Anísio com uma intimidade que me assustou. Mas no fim das contas é ele quem decide as coisas por lá…”

Chico Mattoso

NUNCA VAI EMBORA − “O plano em princípio pareceu absurdo, não porque fosse ruim, mas porque me obrigava a tomar uma decisão. Eu sabia que se Camila dizia que queria ir, era porque ia. Não me sentia no direito de contestá-la. Quando começamos a namorar, fui eu quem encheu seus ouvidos com discursos sobre a necessidade de um relacionamento arejaado, de um ambiente livre de cobranças. No fundo, aquela era só a maneira que eu havia encontrado de preparar o terreno para um eventual sumiço da minha parte, uma tentativa de realizar o velho sonnho masculino de comprometer-se sem estar comprometido. Mas talvez também fosse um jeito de convencer aquela morena inverossímil de que eu, um trintão míope e sem futuro, carregava algo de minimamente interessante.”

Custódio Coimbra

RIO DE CANTOS 1000 − O Rio de Janeiro merece ser contemplado. Uma cidade de cantos e encantos, que guarda em cada esquina uma beleza diferente: passeia da mata ao mar, do gingado das baianas às partidas de futebol, do Maracanã à Restinga da Marambaia, dos blocos de carnaval às procissões religiosas… pura diversidade. Rio de Cantos 1000 é uma publicação de arte, que representa com categoria o que cada carioca gostaria de mostrar da sua cidade e o que cada turista gostaria de conhecer: uma cidade, simplesmente, maravilhosa.

Sérgio Sant’Anna

O LIVRO DE PRAGA − Narrativas de amor e arte − “Ela se levantou e, frente a frente comigo, voltou ao francês e a uma feminilidade gentil. − Não, literalmente não sou puta, pois a mercadoria que ofereço em meu corpo é um texto tatuado de Kafka. − Kafka? Como saber? Kafka jamais desceu ao pornográfico. E fiquei em dúvida se você não inventava tudo na hora. − Não se esqueça, querido, que é um texto de amor emergencial escrito por Kafka num sanatório de tuberculosos para ser dito por sua Julie. Kafka nunca o leu para os amigos no café Arcos nem mesmo o mostrou a Max Brod. E se fosse um texto falso inventado por mim na hora, ou por Peter, ou por Adrian Monteanu, não seria um valor a mais, como essa tatuagem fosforecente? Agora sente-se outra vez  e ouça: Obedeci e voltei a ouvir.”

Tony Bellotto

NO BURACO – “Parem as máquinas! Chega de literatura, cansei! O muxoxo e o cutucão me despertam de meu exílio literário. Cogito finalmente tirar a cara do buraco e abrir os olhos. Encarar a praia de Ipanema e o oceano Atlântico de frente. É tempo de mudança, hora de dar uma virada e sacudir a areia. Mas a lembrança da aparência triste e decepcionante da realidade me desanima. Broxei.”

Guaraná Kuat 2010

Sem abandonar a trajetória do Guaraná Kuat, desenvolvemos o conceito e a criação da nova marca e da nova família de embalagens que refletem o processo evolutivo e resgatam os códigos do refrigerante. O projeto foi desenvolvido durante 8 meses junto à equipe de Marcas da Coca-Cola. (Conceito, marca e embalagens: Retina78 – Campanha: Ogilvy)

Tropa de Elite 2 – fase final

Tropa de Elite/ Osso duro de roer/ Pega um pega geral/ Também vai pegar você…. A tropa voltou. Blog e mídias sociais de Tropa 2 e… faca na caveira! Missão dada missão é cumprida! Projeto Belém Com – Design retina78

Sorria, você está lendo um livro

Você foi pego pela câmera escondida soltando um risinho de canto, sorrindo abertamente ou dando uma bela gargalhada. Não importa se em prosa, verso, tira, quadrinho ou cartum… O humor é a matéria-prima da coleção “Sorria, você está lendo um livro”.

Haruki Murakami

DO QUE EU FALO QUANDO EU FALO DE CORRIDA - Ao se debruçar em sua experiência como corredor, Murakami nos mostra um rico panorama de sua trajetória: o momento-chave em que ele decidiu se tornar escritor, seus grandes triunfos e desapontamentos, sua paixão por LPs, sua relação com os leitores e o incansável ritual que ele estabeleceu para escrever e correr.

“Uma brilhante reflexão sobre como a corrida e a escrita nutrem e ajudam uma à outra.”
Sports Illustrated