BRASIL: UMA HISTÓRIA − Um rico panorama de toda a História do Brasil, do descobrimento em 1500 ao governo Lula em 2010. O relançamento desta obra – revista e ampliada – marca, também, o retorno de um best-seller às livrarias. Como o próprio Eduardo gosta de explicar, seu principal objetivo é tirar a História da sala de aula – essa história que, muitas vezes, é tão massante e chata. E apresentá-la como algo vivo e dinâmico, uma aventura da qual participamos.
Eduardo Bueno Nov 14. 2011
Ana Paula Maia Nov 11. 2011
CARVÃO ANIMAL − “No fim tudo o que resta são os dentes. Eles permitem identificar quem você é. O melhor conselho é que o indivíduo preserve os dentes mais que a própria dignidade, pois a dignidade não dirá quem você é, ou melhor, era. Sua profissão, dinheiro, documentos, memória, amores não servirão para nada. Quando o corpo carboniza, os dentes preservam o indivíduo, sua verdadeira história. Aqueles que não possuem dentes se tornam menos que miseráveis. Tornam-se apenas cinzas e pedaços de carvão. Nada mais.”
Jon Krakauer Nov 11. 2011
ONDE OS HOMENS CONQUISTAM A GLÓRIA − A odisseia de um soldado americano no Iraque e no Afeganistão − “As traçantes são balas especiais fabricadas com carga pirotécnica que se acende quando cada projétil sai do cano de uma arma, fazendo com que a trajetória da bala pareça um raio vermelho brilhante, o que permite ao atirador ajustar mais facilmente sa rajada contra o alvo visado. Cada quinta bala carregada nas metralhadoras das forças americanas no Afeganistão era uma projétil traçante. O Talibã não usava munições traçantes naquela área. Baer entendeu instantaneamente que os raios vermelhos brilhando pelas sombras do cânion eram balas de soldados americanos defendendo-se de uma emboscada inimiga. ‘Eu sabia que era nosso pessoal sendo atingido’, ele diz. ‘Era a outra metade do pelotão.’”
Dave Eggers Nov 11. 2011
ZEITOUN − “Kathy e Zeitoun estavam casados havia onze anos. Zeitoun chegara a Nova Orleans em 1994, depois de passar por Houston, Baton Rouge, e mais meia dúzia de cidades norte‐americanas que havia explorado quando jovem. Kathy crescera em Baton Rouge e estava acostumada à rotina dos furacões: a litania de preparativos, a espera e a cautela, os apagões, as velas, lanternas e baldes para recolher a água da chuva. A cada mês de agosto parecia haver meia dúzia de tempestades com nome e tudo, e elas raramente faziam jus ao transtorno. A desse ano, chamada Katrina, não seria diferente.Kathy e Zeitoun estavam casados havia onze anos. Zeitoun chegara a Nova Orleans em 1994, depois de passar por Houston, Baton Rouge, e mais meia dúzia de cidades norte‐americanas que havia explorado quando jovem. Kathy crescera em Baton Rouge e estava acostumada à rotina dos furacões: a litania de preparativos, a espera e a cautela, os apagões, as velas, lanternas e baldes para recolher a água da chuva. A cada mês de agosto parecia haver meia dúzia de tempestades com nome e tudo, e elas raramente faziam jus ao transtorno. A desse ano, chamada Katrina, não seria diferente.”
Reinaldo Moraes Nov 11. 2011
TANTO FAZ & ABACAXI − “Vodka no congelador, fumo na latinha de cigarrilhas, fotos da Marilyn espalhadas por toda parte. Apartamento térreo da rue Budé, com a janela da sala dando pra calçada. Chez Sylvana, flor judia e branca da Guanabara, carinha de donzela inglesa daquelas ilustrações do século XIII. Falando de homem: − Eu é que não aturava um bofe dentro da minha casa, regulando a minha vida. Horário pra chegar em casa, contar com que mandou, onde foi. Monopólio sexual. Cuecas pelo chão. ah, não. Não, não e não!”
Rubens Figueiredo Nov 11. 2011
PASSAGEIRO DO FIM DO DIA − “Sabia que, para muitos passageiros, aquele seria o segundo ônibus em sua viagem diária de volta para casa. Sabia que a mulher com aparência de uns sessenta anos, mas que devia ter só uns quarenta e três, com cinturões de gordura nas costas que marcavam profundas pregas na blusa, não tinha os dentes incisivos na arcada inferior. E sabia que ela trazia dentro da sacola, sempre abarrotada, uma Bíblia encapada em plástico transparente, que ia abrir e ler no seu banco do ônibus, durante a viagem de mais ou menos uma hora e meia.”
Vencedor dos Prêmios São Paulo de Literatura e Portugal Telecom em 2011.
Christopher Potter Nov 11. 2011
VOCÊ ESTÁ AQUI − Uma história portátil do Universo − “Não gostamos de pensar sobre o Universo porque temos medo da imensidão de tudo o que existe. O Universo nos reduz a um ponto, tornando difícil fugIr da ideia de que tamanho faz diferença. Afinal de contas, quem pode renegar o Universo se ele existe em tão grande extensão? ‘As aspirações espirituais se sentem ameaçadas de ser engolidas por esse volume insensato numa espécie de pesadelo de falta de sentido’, escreveu o acadêmico anglo-germânico Edward Conze (1904−79). ‘A enorme quantidade de matéria que percebemos à nossa volta, comparada com o pequeno e tremulante lampejo de revelação espiritual que percebemos em nós, parece falar fortemente em favor de uma visão materialista da vida.’ A gente sabe que vai perder caso resolva contestar o Universo.”
Marçal Aquino Nov 11. 2011
O INVASOR − “O negócio é o seguinte: estamos com um problema na nossa empresa e achamos que você pode nos ajudar. Que tipo de problema? Temos um outro sócio, o Estevão, que está com a gente na construtora desde o começo, há mais de vinte anos. Tudo sempre correu muito bem. Só que agora ele… Como é que eu vou dizer? Ele… Ele está fodendo a gente, Alaor falou, como se quisesse mostrar que era mais objetivo do que eu. Ele tá roubando vocês?, Anísio me olhou nos olhos. Não, não é isso, eu disse, e Alaor me interrompeu outra vez. O que acontece é que estamos tendo algumas divergências com ele, entende? E por que vocês não afastam ele?, Anísio perguntou. Aí é que está o problema, Alaor disse e virou seu drinque. Esperei que ele continuasse falando, porém Alaor apenas limpou os lábios com o dorso da mão e me olhou. Estevão é o sócio majoritário, o que tem dinheiro, expliquei. Anísio sorriu. É ele que manda em vocês, é isso? Também não é assim, Alaor reagiu, tocando o braço de Anísio com uma intimidade que me assustou. Mas no fim das contas é ele quem decide as coisas por lá…”
Chico Mattoso Nov 11. 2011
NUNCA VAI EMBORA − “O plano em princípio pareceu absurdo, não porque fosse ruim, mas porque me obrigava a tomar uma decisão. Eu sabia que se Camila dizia que queria ir, era porque ia. Não me sentia no direito de contestá-la. Quando começamos a namorar, fui eu quem encheu seus ouvidos com discursos sobre a necessidade de um relacionamento arejaado, de um ambiente livre de cobranças. No fundo, aquela era só a maneira que eu havia encontrado de preparar o terreno para um eventual sumiço da minha parte, uma tentativa de realizar o velho sonnho masculino de comprometer-se sem estar comprometido. Mas talvez também fosse um jeito de convencer aquela morena inverossímil de que eu, um trintão míope e sem futuro, carregava algo de minimamente interessante.”
Custódio Coimbra Nov 10. 2011
RIO DE CANTOS 1000 − O Rio de Janeiro merece ser contemplado. Uma cidade de cantos e encantos, que guarda em cada esquina uma beleza diferente: passeia da mata ao mar, do gingado das baianas às partidas de futebol, do Maracanã à Restinga da Marambaia, dos blocos de carnaval às procissões religiosas… pura diversidade. Rio de Cantos 1000 é uma publicação de arte, que representa com categoria o que cada carioca gostaria de mostrar da sua cidade e o que cada turista gostaria de conhecer: uma cidade, simplesmente, maravilhosa.
Sérgio Sant’Anna Nov 10. 2011
O LIVRO DE PRAGA − Narrativas de amor e arte − “Ela se levantou e, frente a frente comigo, voltou ao francês e a uma feminilidade gentil. − Não, literalmente não sou puta, pois a mercadoria que ofereço em meu corpo é um texto tatuado de Kafka. − Kafka? Como saber? Kafka jamais desceu ao pornográfico. E fiquei em dúvida se você não inventava tudo na hora. − Não se esqueça, querido, que é um texto de amor emergencial escrito por Kafka num sanatório de tuberculosos para ser dito por sua Julie. Kafka nunca o leu para os amigos no café Arcos nem mesmo o mostrou a Max Brod. E se fosse um texto falso inventado por mim na hora, ou por Peter, ou por Adrian Monteanu, não seria um valor a mais, como essa tatuagem fosforecente? Agora sente-se outra vez e ouça: Obedeci e voltei a ouvir.”
Tony Bellotto Sep 21. 2010
NO BURACO – “Parem as máquinas! Chega de literatura, cansei! O muxoxo e o cutucão me despertam de meu exílio literário. Cogito finalmente tirar a cara do buraco e abrir os olhos. Encarar a praia de Ipanema e o oceano Atlântico de frente. É tempo de mudança, hora de dar uma virada e sacudir a areia. Mas a lembrança da aparência triste e decepcionante da realidade me desanima. Broxei.”
Guaraná Kuat 2010 Sep 20. 2010
Sem abandonar a trajetória do Guaraná Kuat, desenvolvemos o conceito e a criação da nova marca e da nova família de embalagens que refletem o processo evolutivo e resgatam os códigos do refrigerante. O projeto foi desenvolvido durante 8 meses junto à equipe de Marcas da Coca-Cola. (Conceito, marca e embalagens: Retina78 – Campanha: Ogilvy)
Tropa de Elite 2 – fase final Sep 20. 2010
Tropa de Elite/ Osso duro de roer/ Pega um pega geral/ Também vai pegar você…. A tropa voltou. Blog e mídias sociais de Tropa 2 e… faca na caveira! Missão dada missão é cumprida! Projeto Belém Com – Design retina78
Haruki Murakami Sep 18. 2010
DO QUE EU FALO QUANDO EU FALO DE CORRIDA - Ao se debruçar em sua experiência como corredor, Murakami nos mostra um rico panorama de sua trajetória: o momento-chave em que ele decidiu se tornar escritor, seus grandes triunfos e desapontamentos, sua paixão por LPs, sua relação com os leitores e o incansável ritual que ele estabeleceu para escrever e correr.
“Uma brilhante reflexão sobre como a corrida e a escrita nutrem e ajudam uma à outra.”
Sports Illustrated



















