Arquivo Editora Agir

Rubem Fonseca

O COBRADOR - Ficamos em pé ao lado da cama. Dona Clotilde olha para Ana um tempo enorme. Seus olhos se enchem de lágrimas. Eu rezava todas as noites, ela soluça, todas as noites para você encontrar uma moça como essa. Ela ergue os braços magros cobertos de finas pelancas para o alto, junta as mãos [...]

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Rubem Fonseca

A COLEIRA DO CÃO - A coleira do cão, segundo livro de Rubem Fonseca publicado em 1965, é em certa medida um diálogo com seu livro de estreia, Os prisioneiros, ressaltando em seus contos a condição do homem como prisioneiro de si mesmo. As oito histórias desse volume são consideradas pela crítica o segundo degrau na [...]

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Rubem Fonseca

AGOSTO - Lacerda se despediu do major e caminhou com o filho para a porta da garagem do edifício. Vaz foi em direção ao carro. Alcino atravessou a rua e atirou em Lacerda, que correu para o interior da garagem. O estrondo do revólver ao disparar surpreendeu Alcino, que por instantes ficou sem saber o que [...]

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Rubem Fonseca

LUCIA MACCARTNEY – “Você já chupou sangue? Pois esse rapaz, this boy, ele era doido, deu um corte no peito e disse chupa, suck it, eu chupei o sangue dele, his blood, se não chupasse ele me matava, ele era doido, crazy, mad. Um gosto diferente. Às vezes eu sinto vontade de chupar sangue outra vez. Você acha isso [...]

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Rubem Fonseca

OS PRISIONEIROS – “Me contaram uma história de um par mascarado que dançava no carnaval. Ele estava vestido de cachorro e tinha uma máscara de gente; ela estava vestida de gente e tinha uma máscara de gata. Tiraram as máscaras ao mesmo tempo. Debaixo da máscara de gata estava a cara de uma mulher; debaixo da máscara de gente estava [...]

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Rubem Fonseca – HQ Mandrake

A CARA DO MANDRAKE - Senti o sangue molhando a camisa. Senti que a luz da sala escurecia. Tenho que ficar em pé, pensei, senão vão chutar minha cara, mas o sangue já estava sujando o tapete da sala. A mão do barbudo segurou meu rosto, senti um perfume de sabonete. Parecia um sonho. www.acaradomandrake.com.br

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Zeca Fonseca

Augusto, o andarilho, cujo nome verdadeiro é Epifânio, mora num sobrado em cima de uma chapelaria feminina, na rua Sete de Setembro, no centro da cidade, e anda nas ruas o dia inteiro e parte da noite. Acredita que ao caminhar pensa melhor, encontra soluções para os problemas; solvitur ambulando, diz para seus botões.

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Rubem Fonseca

Sou conhecido como o Especialista, contratado para serviços específicos. O Despachante diz quem é o freguês, me dá as coordenadas e eu faço o serviço. O último foi na véspera do Natal. O Despachante deu-me um endereço e disse onde encontrar o freguês, que estava dando uma festa para um monte de gente. Bastava chegar [...]

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